Por Renata De Moraes Ramos
O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) disponibiliza uma plataforma online chamada “Meu INSS”, que oferece diversos serviços da Previdência Social. Entre eles está o simulador de aposentadoria, acessível tanto pelo site quanto pelo aplicativo.
Essa ferramenta permite ao segurado verificar qual modalidade de aposentadoria é mais viável e quanto tempo ainda falta para alcançar os requisitos exigidos. O simulador utiliza os dados do CNIS (Cadastro Nacional de Informações Sociais) para apresentar uma estimativa com base nas regras atuais da Previdência, especialmente após a reforma.
LIMITES DO SIMULADOR
Embora útil como ponto de partida, o simulador do INSS possui limitações importantes. Ele realiza uma projeção a partir das informações que constam no CNIS, sem considerar elementos que muitas vezes são determinantes para o cálculo da aposentadoria. Entre as situações que não são consideradas estão:
• Tempo especial (atividades insalubres ou periculosas);
• Tempo de trabalho rural;
• Trabalho informal (comissões, valores recebidos “por fora”);
• Atividades realizadas no exterior;
• Tempo de contribuição em regime próprio (servidores públicos);
• Aposentadoria por deficiência (PCD), entre outras.
Além disso, o simulador não informa ao usuário sobre essas ausências. Ele não alerta que esses períodos ou condições não estão sendo levados em conta, o que pode passar uma falsa sensação de completude na simulação. Se o CNIS estiver desatualizado ou com registros incompletos, o resultado será impreciso — o que é comum, já que muitos vínculos empregatícios não aparecem corretamente.
POR QUE NÃO USAR EXCLUSIVAMENTE O SIMULADOR?
Confiar exclusivamente na simulação do INSS pode levar a decisões equivocadas. Como a ferramenta não considera todas as variáveis relevantes e não aponta suas próprias limitações, o segurado pode ser induzido a acreditar que não possui direito ao benefício ou que precisará contribuir por mais tempo do que o necessário.
Além disso, podem haver diferenças entre os valores simulados e os efetivamente concedidos, o que gera frustração ou prejuízo ao trabalhador. Por isso, é fundamental encarar o simulador como um recurso auxiliar e não como uma análise definitiva.
O QUE FAZER FRENTE A ESSAS LIMITAÇÕES?
O PASSO QUE FALTA PARA UMA APOSENTADORIA SEGURA
O simulador do INSS é uma ferramenta útil para visualização inicial, mas não garante o reconhecimento de direitos. Para obter um diagnóstico completo e seguro sobre sua situação previdenciária, é imprescindível o acompanhamento de um especialista que possa analisar todas as variáveis e garantir que nenhum direito seja deixado para trás.
A aposentadoria por idade é um benefício garantido pela Previdência Social, mas além de atingir a idade mínima (65 anos para homens e 62 para mulheres), é necessário cumprir um tempo mínimo de contribuição, geralmente de 15 anos — podendo chegar a 20 anos para homens que começaram a contribuir após a Reforma da Previdência de 2019. Existem regras específicas para trabalhadores rurais, pessoas com deficiência e segurados com tempo urbano e rural, que permitem combinações de períodos e exigências diferenciadas. De forma geral, não é possível se aposentar por idade com menos de 15 anos de contribuição, salvo em casos de benefícios assistenciais, como o BPC/LOAS, que têm critérios próprios de renda e não exigem contribuições anteriores. O pedido pode ser feito presencialmente, por telefone ou pela plataforma Meu INSS, sendo essencial estar bem informado para organizar corretamente os documentos e entender os critérios aplicáveis a cada situação.
O Microempreendedor Individual (MEI) é um regime tributário simplificado que permite ao trabalhador autônomo se formalizar e ter acesso a benefícios da Previdência Social. Ao pagar mensalmente o DAS, que inclui a contribuição ao INSS, o MEI garante direitos como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade, pensão por morte e auxílio-reclusão. Para quem deseja se aposentar por tempo de contribuição, é possível complementar o pagamento com mais 15% sobre o salário mínimo, totalizando 20% de contribuição mensal. Assim, o MEI passa a ter acesso a todas as modalidades de aposentadoria do Regime Geral da Previdência Social.
Desde o ano de 2011, com alterações incluídas na Lei nº 8.212/1991, é possível ao Segurado recolher contribuições na qualidade de Contribuinte Baixa Renda, tratando-se de uma modalidade de contribuição facultativa e com alíquota reduzida, destinada a permitir o acesso à proteção previdenciária para pessoas em situação de vulnerabilidade econômica e social. Este informativo tem por objetivo esclarecer quem pode se beneficiar desse regime, quais são os requisitos, a forma de contribuição e os direitos garantidos ao segurado.
Benefício
Você sabia que aposentados por invalidez podem ter um acréscimo de 25% no valor da aposentadoria se precisarem de ajuda para atividades básicas do dia a dia, como tomar banho ou se alimentar? Pouca gente conhece esse direito garantido por lei — e ele pode fazer toda a diferença na vida de quem mais precisa. Entenda quem tem direito, como solicitar e o que fazer se o INSS negar.
Aposentadoria Aposentadoria por Invalidez
No dia 12 de maio é celebrado o Dia Nacional da Conscientização e Enfrentamento da Fibromialgia, uma data criada para dar visibilidade a uma condição de saúde ainda pouco compreendida, mas que impacta diretamente a vida de milhares de brasileiros. Para além da conscientização médica e social, é fundamental destacar os direitos previdenciários assegurados por lei a quem convive com essa síndrome.
Benefício
Milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm sido surpreendidos com descontos indevidos em seus benefícios. Esses abatimentos, muitas vezes relacionados a contribuições para sindicatos, associações ou entidades de classe, são realizados sem autorização expressa do beneficiário e podem comprometer significativamente sua renda mensal.
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