No dia 15/03/2021 o Plenário do Supremo Tribunal Federal resolveu o Tema 808 da Repercussão Geral (Recurso Extraordinário nº 855.091/RS) e decidiu que “Não incide imposto de renda sobre os juros de mora devidos pelo atraso no pagamento de remuneração por exercício de emprego, cargo ou função”.
Segundo a Suprema Corte, os juros de mora constituem indenização pelo prejuízo decorrente da ausência de pagamento das obrigações no tempo correto. Tratando-se de verba indenizatória, os juros não implicam em “aumento patrimonial” e não se sujeitam à tributação pelo imposto de renda (art. 153, III da CF/88).
A decisão do STF, que ainda aguarda o trânsito em julgado, confirmou a orientação que prevalecia no Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Na Arguição de Inconstitucionalidade nº 5020732-11.2013.404.0000 a Corte Especial do Tribunal Regional já havia concluído que “os juros legais moratórios são, por natureza, verba indenizatória dos prejuízos causados ao credor pelo pagamento extemporâneo de seu crédito”, “não possuindo qualquer conotação de riqueza nova a autorizar sua tributação pelo imposto de renda”.
Assim, de acordo com os julgados acima, os contribuintes pessoas físicas que receberam acumuladamente valores atrasados a título de remuneração, inclusive de aposentadoria, verbas trabalhistas e diferenças salariais decorrentes de cargo ou função, têm direito à não incidência do imposto de renda sobre os juros de mora e à eventual restituição do imposto recolhido indevidamente.
A legislação do Imposto de Renda limita a dedução de despesas com educação, mas essa regra nem sempre reflete a realidade de famílias que arcam com custos elevados para garantir a inclusão de pessoas com deficiência, como no caso do autismo. O entendimento firmado no Tema 324 da Turma Nacional de Uniformização representa um avanço relevante ao admitir, em determinadas situações, o tratamento dessas despesas como médicas, permitindo sua dedução integral. O artigo analisa os fundamentos desse posicionamento, seus impactos práticos e os requisitos necessários para sua aplicação, destacando os cuidados que devem ser observados pelos contribuintes.
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O Dia Mundial de Conscientização do Autismo é celebrado no dia 2 de abril. A data foi instituída objetivando promover informação, combater o preconceito e incentivar a inclusão das pessoas com autismo na sociedade. As pessoas com Transtorno do Espectro Autista têm seus direitos legalmente equiparados aos das pessoas com deficiência, nos termos da Lei nº 12.764/2012.
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A declaração do Imposto de Renda 2026, referente ao ano-calendário de 2025, deve ser apresentada por contribuintes que se enquadrem em hipóteses de obrigatoriedade definidas pela Receita Federal, como determinados níveis de rendimentos, ganho de capital, operações em bolsa ou posse de bens relevantes. A declaração deve incluir rendimentos, bens e movimentações financeiras ocorridas em 2025 e deverá ser entregue entre 23 de março e 29 de maio de 2026, sob pena de multa em caso de atraso.
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